sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mais uma vez...

Considero o fim desta etapa. Aliás, a etapa citada neste blog já se acabou há muito tempo. Novas ideias estão surgindo...creio que as ideias daqui já são passado. Mas foram momentos importantes.


Mais uma vez, recomeçando.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vida de acadêmico

Não é fácil ser universitário, Rafael. Era o que me diziam as pessoas para as quais eu perguntava...E eu não acreditei até passar esse primeiro mês na universidade. Eu estava exausto! Fora um mês realmente cheio de tudo. Mas fora um mês especial.

Tantos e tantos episódios ocorreram durante esse tempo. Discussões, brigas, reencontros com pessoas do passado, encontros escondidos de amor, aulas cansativas, pessoas cansativas, Dias cansativos, dias alegres, felizes, pessoas novas, amizades novas, inimizades novas também! Enfim, foram dias inesquecíveis que fazem jus ao título de primeiros dias de faculdade.
Já não sei o sentido de continuar escrevendo aqui...Na verdade, minha mania desesperada de escrever jamais cessará, mas eu o fazia no passado pelo simples fato de tentar contar ao papel o que eu não tinha coragem de contar a mim mesmo. Agora, nessa nova época, me sinto seguro de tudo, principalmente de mim mesmo. Sei bem o que quero e o que espero. Sei bem onde quero chegar. Sei bem com quem quero estar. Estou tão bem!

Amor, essa é pra você: a faculdade jamais seria a mesma se eu não estivesse ao seu lado, sabia?

Bom, não há muito a escrever por aqui. Não agora.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fuga da realidade


Houve um menino que viveu a vida inteira longe do pai. O menino cresceu e pensou que jamais teria o pai de volta. Mas um dia o menino percebeu que o pai sempre seria seu pai, e que uma manhã a sós com ele poderia mudar sua vida. Esse menino era eu...

A ideia inicial era todos arrumarem as coisas e passarem um dia em Salto do Itiquira-GO. Mas a gripe havia pego todos de surpresa, e mais surpresa tive eu quando ouvi vagamente meu pai dizer que poderíamos ir somente eu e ele. Isso me assustou, de início, e tive receio. Eu via meu pai somente uns dias por ano. Quando o via, já que minha ida para a cidade onde ele morava nunca era certa. E eu sofria por isso...sempre. Eu o amava demais. Aliás, amava demais toda a minha família por parte de pai. Meus irmãos e minha madrasta eram pessoas incríveis, cada um de seu modo especial. Eu os amava...
Fiquei apreensivo. Na noite que antecedia a manhã do passeio eu não sabia ao certo de iríamos ou não. Eu queria muito ter um tempo com meu pai. Eu sentia distante nos últimos tempos. Não sabia o porquê, mas isso mexia comigo. Pensava que ele não gostava mais de mim. Pensava coisas piores inclusive. Dormi muito tarde após uma sessão, ou melhor, várias sessões de filmes em DVD e pizza. Participei do cardápio com meu sanduíche americano de atum e salada de frutas.
O fato é que por volta das 6:30 da manhã do outro dia, acordei com a voz do papai. Aquilo me deixou feliz. Sim, nós fomos pra Itiquira-GO. E devo lembrar que fiquei bastante tímido. Não sabia o que dizer. Não queria falar besteira, não queria decepcionar o papai. Ele era muito culto, e eu adorava ouvir ele falar sobre tudo. Seu modo único de explicar, de se dirigir às pessoas me deixaram cada vez mais certo de que queria ser um homem como ele. Ele era o homem em que me inspirava. Queria muito ser a metade do que ele era.
Saímos bem cedo e o frio das manhãs de Brasília me deixava calmo. Era ótimo.
Seguimos para a padaria e tomamos um café delicioso. Estávamos só eu e ele. Era diferente. Era meu pai que estava ali! Era inexplicável.
E partimos por volta das 8:30 rumo a Itiquira-GO. O parque municipal do Itiquira era a maior queda d'água acessível do Brasíl e se localizava em Formosa-GO. Eram 168 m de altura, e uma beleza tão próxima a quem o visitava que era impossível não sair de lá em paz com o mundo e consigo mesmo. Havia desde a simples caminhada até a cachoeira até trilhas pela floresta que subiam até o alto. Magnífico e inesquecível.
Foram 115 km desde Brasília e eu e meu pai tivemos uma conversa que me fez mais uma vez evoluir. Papai era mestre nisso.Seus conselhos, suas ideias, sua inteligência...eu era seu maior fã. Sempre havia sido. Eu não seria quem era se não fosse por ele.
Chegamos lá e caminhamos até embaixo da queda d'água. Foi fantástico. O arco íris se formava perfeitamente e era tão próximo a nós que tive a impressão de poder tocá-lo. Os respingos da água nos encharcou por completo. E isso me regenerou. Me fez ver o quanto a natureza é especial e bela. Precisa de nós, apesar de nós precisarmos bem mais dela. Foi um momento fantástico de minha vida.
Tomamos banho na gelada água. Estava muito fria! Nos divertimos muito. Foi encantador.
Nos trocamos e partimos rumo à saída. A frase se meu pai ficou marcada em meu coração. Ele disse "que havia cumprido sua missão. Havia tido um momento especial na cachoeira e que minha presença tornara aquilo inesquecível". Abri um enorme sorriso ao ouvir aquilo...ele ainda me amava. Ainda era meu pai.
Decidimos almoçar em Brasília. Partimos, voltamos pra casa, pra vida, pras férias. Mas aquela manhã ficaria sempre em meu coração. É possível fugir da realidade algumas vezes, apesar de nunca podermos fugir. Só o que fazemos quando pensamos que conseguimos fugir é ficar na mesma realidade...mas vê-la com um olhar diferente. Meu pai me ensinou isso naquele dia. Eu veria a vida com um olhar diferente...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Estranhamente

Sempre que estive sozinho, procurei por alguém, alguém que pudesse me ouvir...ao menos estar comigo. Alguém que compreendesse meu sentimentalismo, que apreciasse minha companhia, que ouvisse do meu silêncio e que de fato visse meu olhar. Encontrei essa pessoa. Encontrei essas pessoas.
E, agora que estou feliz, que tudo começa a dar certo pra mim, me aparecem pessoas que não compreendem que não sou como muitos, que não dou valor em corpinhos bonitos ou rostos sensuais. Pessoas que tentam driblar minhas vontades e destruir minha felicidade. Não sei direito o porquê...mas sempre que estou com alguém, surgem inúmeras pessoas que querem estar comigo.
Sabe, estou feliz do jeito que sou...estou feliz com quem estou. Gostaria que isso fosse compreendido.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pizzaria

Fazia um ano desde o dia que alguém havia me falado sobre a terrível DPP. Era algo que muita gente compreendia. Pessoas passavam por isso todos os dias e noites. Eu mesmo já havia passado por ela muitas e muitas vezes...e a DPP era de fato um sentimento horrível. A DPP, pela primeira vez, não havia dado sinais de ter se instalado em mim. Será que a havia vencido? Talvez...Só sabia que ela ainda continuaria a perseguir pessoas que tentavam somente se divertir um pouco e se empanturrar de...PIZZA! Fala sério, a DEPRESSÃO PÓS-PIZZA é f***! rsrsrsrssrsrs.

Eu havia tido uma noite magnífica na pizzaria do pier 21 em Brasília. Aliás, aquele local era mágico para mim havia tempos. Sempre que viajava até Brasília eu visitava aquele lugar. Pessoas, lugares, comida, PIZZA e aquela espetacular visão noturna do lago. Nossa, era um local que sem dúvida estava guardado com todo carinho em meu coração.
Não exagerei na dose, comi apenas 7 fatias...e o sabor "quatro queijos" estava excelente! rsrsrsrs.
Fiquei um tanto surpreso comigo mesmo. Normalmente, ou melhor, até algum tempo atrás, eu normalmente comia mais do que 20 fatias em uma pizzaria. Como disseram-me há dias atrás, eu estava perdendo a potência para comer.
Enfim, o passeio fora fantástico, e meu sincero desejo era repetir a dose antes da viagem de volta.

E, sem explicação, eu havia vencido a DPP. Eu havia progredido, hein!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Férias

Lá estava eu sentado ao computador...

Parecia que tinha sido ontem mesmo a última vez que eu estivera ali. Mas já havia se passado um ano. Eu estava me adaptando à rotina de Brasília-DF. Cidade encantadora. Não fora por acaso que eu outrora senti vontade de morar ali. Mas eu havia aprendido algo importante naquele segundo sentado ao computador: As coisas mudam, o tempo passa e a gente aprende a conviver com isso...se quisermos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

ontem...

E...

eu estava completamente feliz naquela tarde chuvosa do verão de 2010. Havia passado por muitas coisas. Tantas, aliás, que achava que nada era capaz de me impedir. Era uma sensação magnífica. Sentia-me forte. Sentia-me bem.
As palavras eram soltas e enviadas pela internet. Partiam diretamente de meu coração, como sempre, até a pessoa que o tinha - tecnicamente, elas não tinham muito trabalho para chegar até lá. Mas, senti bastante necessidade de registrar aqui aquele momento, pois foi algo encantadoramente perfeito para mim.
Falávamos sobre muitas coisas, como sempre. Não me recordo exatamente os motivos que nos levaram então a conversar sobre assunto tão delicado. O fato foi que eu comecei a falar sobre reencarnação.
Levei um baque ao descobrir que a pessoa nem mesmo acreditava em DEUS.Isso me assustou um pouco, confesso. Meu coração bateu rapidamente de medo.Se fui preconceituoso? Não creio. Apenas fiquei surpreso por saber que uma pessoa que amava tanto era diferente de mim em tal aspecto.
Conversamos abertamente sobre todos esses assuntos e, naquele momento, não me senti apenas um namorado...mas senti alguém diferente, especial.
Eu senti receio, confesso. Sempre que converso sobre tais assuntos com outras pessoas, é incrível, mas todas elas pensam que quando digo minha opinião eu estou querendo de alguma forma persuadi-las a crer no que creio...ridículo. Se há algo que eu respeito nas pessoas é sua crença. E adoro diferenças, pena que muitos não sabem respeitá-las.
Foi uma tarde inesquecível...aliás, desde que iniciei esse namoro, o que mais tenho tido são momentos inesquecíveis. ^^





sábado, 16 de janeiro de 2010

Conto...

Ana

Ana fugiu de casa. Ela era livre agora - era o que ela achava, era o que ela sentia.
Rodou pelas ruas da cidade. Andou sem rumo, sem paradeiro, estava ela desaparecida. As horas se passaram, e depois disso os dias. Ela estava livre, era o que contava para si mesma. Ela precisava se convencer disso. Ela estava livre...tinha desaparecido para o mundo. Aliás, o único mundo para o qual ela existia naquele momento era o dela mesma. E, para Ana, o único mundo que existia para ela era esse – ela precisava acreditar nisso.

As ruas começaram então, a ficar escuras. A cidade, pela noite, era bem diferente da cidade a qual Ana estava acostumada a ver. Era bem diferente de seu lar...e o choque fora inevitável. Sim, ela tinha um lar. Ao menos tivera um certa vez.

Ana agora havia percebido que de fato havia desaparecido. Onde estariam seus pais? E seus amigos? Será que ela de fato teve algum amigo? Sim, ela teve. Ela ainda os tinha. Apenas tinha esquecido isso naquele momento.

Ana agora havia percebido o quanto a falta podia gerar valorização, e o quanto a não-valorização podia gerar falta. Falta... Ela sentia falta do mundo, e o mundo sentia falta de Ana.

Ana só queria sentir-se livre... Mas já não sabia mais o que era liberdade. Ela queria voltar, porém percebeu que havia esquecido o caminho de volta, do mesmo modo que havia esquecido a si mesma.

Correu desesperadamente pelas ruas. Havia pessoas bebendo e rindo na madrugada. Prostitutas a encararam. Ana sentiu medo. Correu para o outro caminho, mas percebeu que não adiantava correr.

Quanto tempo havia passado? Ana já não sabia. Ela havia perdido a noção do tempo, havia perdido a noção de tudo... Menos da falta. Ana queria voltar...

E o tempo foi passando, passando, e Ana perdeu a coragem. Se voltasse, todos a julgariam. Se voltasse, ela só seria novamente a mesma Ana. Ela não queria mais viver naquele tribunal. Seus pais não a compreenderiam, e seus amigos a abandonariam na primeira oportunidade. Ana ainda queria voltar, mas sentiu medo. Sentou-se na calçada. Resolveu ficar. Isso era o mais fácil a fazer.

Eu a conheci enquanto saía do escritório. Ela me pediu esmola. Já era velha, a Ana. Dei dinheiro a ela. Ela não falava muito. Mas, certo dia me contou sua história.

- Não tem curiosidade pra saber onde eles estão? Digo, seus pais...ou irmãos. Seus familiares.- perguntei após levar para ela algumas torradas do escritório.

Ela apenas olhou para a rua, para as pessoas caminhando, como se tentasse imaginar como e onde sua família estava naquele momento. Seus pais já deveriam estar mortos. Já era velha, a Ana...

- Não.-disse-me ela após o longo silêncio. – Depois que saí de casa, depois que tentei ser livre, acabei perdendo algo muito mais importante e só me dei conta disso nos últimos anos. Acabei perdendo a mim mesma.

Eu refleti sobre aquilo. Venho refletindo desde então. E Ana levantou-se, caminhou e desapareceu. Já há 4 anos que não a vejo nas proximidades. Nem em lugar algum que visitei. Ana desapareceu de novo. Talvez esteja em outra cidade, ou em outro bairro distante. Talvez tenha morrido. Ou talvez tenha encontrado alguém que a conhecia. Eu nunca soube o que houve com Ana. Só de uma coisa eu tinha certeza: Ana estava arrependida. Espero que, em seu próprio sumiço, tenha esbarrado consigo mesma em alguma esquina e tido uma longa conversa...Ana precisava se compreender.